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ASMS repudia declaração de deputado que citou doença de Alzheimer para desqualificar adversário político

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O cenário de polarização tem causado manifestações apaixonadas por parte de políticos que vociferam declarações recheadas de ódio, preconceito e até mesmo, inverdades. Estimulados por um formato emburrecedor, os eleitos pelo povo não pesam o teor do que falam e que terá repercussão na sociedade.

Exemplo disso foi a declaração do deputado estadual Alan Sanches que comparou um secretário do governo estadual da Bahia à uma pessoa com Alzheimer ou demência por conta de uma fala em defesa do seu grupo político (clique aqui). Tal comparação descabida para um médico demonstra apenas a falta de sensibilidade protagonizada por um profissional que deveria zelar pelo respeito às pessoas com essas doenças.

De acordo com a Bibilioteca Virtual de Saúde, a demência afeta os idosos e causa perda gradual e progressiva da memória, confusão mental, perda da capacidade de resolver problemas, comportamento agitado ou alucinações, perda do reconhecimento de locais familiares e perda de interesse e incapacidade de realizar as atividades habituais. A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência.

“A ironia não pode ser usada para humilhação pública de qualquer indivíduo ou grupo. Não podemos naturalizar comparações e piadas que usem doenças para gerar riso ou com a função de intimidar, superar ou desqualificar outrem. Devemos desestimular esse comportamento e partindo de profissionais de saúde, deve ser ainda mais combatido. Fazer chistes, piadas ou comparativos com doenças é antes de tudo hostil e preconceituoso”, comentou o presidente da ASMS, Humberto Costa.

De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, no Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, sendo a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

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